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Agentes são treinados para identificar atos de discriminação

Cerca de 100 pessoas, entre servidores municipais e voluntários, iniciaram nesta segunda-feira (6), o curso de capacitação para atuação no Observatório da Discriminação Racial, Violência Contra a Mulher e LGBT, no Carnaval 2012. O curso, que se estende até a próxima segunda-feira (13), acontece no auditório da Secretaria Municipal de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag), nos Barris.

Os observadores atuarão em seis postos fixos e em pontos estratégicos dos circuitos da folia. Este ano, os postos serão montados no Pelourinho, Largo dos Aflitos, São Bento, Estação da Lapa e em Ondina, que contará com duas unidades. “O trabalho desses observadores consiste em identificar o ato de discriminação e violência, seja racial ou de qualquer outro tipo, e relatar aos órgãos competentes”, informou o secretário da Reparação (Semur), Ailton Ferreira. Além disso, os observadores são capacitados a orientar e proteger a vítima, quando necessário.

 

 

De acordo com o secretário, 350 ocorrências, entre denúncias e observações, foram registradas pelo observatório durante o Carnaval de 2011. “A maioria dos casos é de racismo, seguido de agressão à mulher ou LGBT”, completou Ferreira. As ocorrências, além de identificadas pelos observadores nas ruas, poderão ser denunciadas pelos foliões em um dos postos do observatório, montados nos circuitos da folia.

Esta é a 7ª edição do programa no Carnaval, porém, desde o ano passado, o Observatório da Discriminação atua durante todo o ano, em uma unidade permanente na Estação da Lapa, de segunda a sexta-feira, das 9 às 18h.

Observatório – Iniciado em 2006, o Observatório da Discriminação Racial, da Violência contra a Mulher e LGBT é um programa que tem como objetivo mapear dados que comprovem a existência de ações discriminatórias, sejam elas raciais, de gêneros ou homofóbicas. O programa, uma ação da Prefeitura Municipal de Salvador realizada, através da Secretaria da Reparação (Semur), visa também diminuir as desigualdades ocorridas durante o Carnaval, além de construir indicadores usados como subsídios para a formulação e implantação de políticas públicas, voltadas para a prevenção de discriminações e desigualdades, motivadas por raça, gênero e orientação sexual.

Fonte: SECOM

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