Conceição disse também que espera aumentar suas vendas com o domínio da Internet. “Muitas amigas minhas conseguiram mais clientes através da internet. Acho que este curso poderá me ajudar a vender mais também”, completou.
De acordo com a coordenadora do curso e chefe do setor de projetos especiais da Semur, Milena Santos, muitos artesãos têm a mesma dificuldade de Ana Maria. “Identificamos essa deficiência em grande parte dos nossos cadastrados e, por isso, tivemos a ideia de promover o curso, que não somente ensina a utilizar corretamente a internet, como também traz noções de educação financeira”, afirmou.
Conforme a coordenadora, as aulas de educação financeira foram inseridas com o objetivo de auxiliar os alunos na hora de definir o preço dos seus produtos. “Isso porque também identificamos muitos casos em que esse valor não era bem definido, com percentual de lucro muito baixo, ou até mesmo inexistente quando comparado com todo o recurso utilizado para a confecção da peça”, contou.
Além dos empreendedores afrodescendentes, o curso é aberto também para mulheres assistidas pelo Centro de Referência Loreta Valadares, ligado à Superintendência de Políticas para as Mulheres (SPM). “Queremos também estimular essas mulheres para que se sintam mais fortes e capazes. A qualificação profissional é um importante passo para isso”, completou. A expectativa, contou Milena, é a de que o curso passe a integrar o calendário da Semur e ocorra, pelo menos, quatro vezes por ano.
Fonte: SECOM