O Programa de Combate ao Racismo Institucional da Prefeitura Municipal será apresentado na próxima quarta-feira (21), no auditório do Banco do Brasil – Rua Direita da Piedade , como parte da programação da Semana da Consciência Negra,. O evento faz parte da ação “Correios Negro”, que ocorre entre os dias 19 e 23, e envolve exposições, palestras, atividades culturais, filmes comentados e oficinas sobre a cultura negra e o combate à discriminação racial. O programa será apresentado pelo gestor da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Ailton Ferreira.
Implantado em 2005, o Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) reuniu as diversas secretarias municipais para discutir o racismo dentro de órgãos públicos. Coordenado pela Semur, o PCRI tem também o objetivo de desenvolver ações de combate ao Racismo Institucional em toda a capital baiana. “Foi criado um grupo formado por servidores municipais dos diversos órgãos para nos auxiliar na tarefa de identificar e coibir as práticas de racismo institucional dentro das repartições públicas”, afirmou Ferreira.
O PCRI foi estabelecido por uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS), o Ministério Público Federal (MPF), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o Ministério do Governo Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID), sob a supervisão da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
O Racismo Institucional é a incapacidade das instituições e organizações em prestarem serviços adequados e garantirem o atendimento pleno às pessoas em decorrência da sua origem étnica, cor ou cultura. Essa incapacidade em servir plenamente manifesta-se através de normas obsoletas, práticas e comportamentos discriminatórios ocorridos no trabalho, resultantes da ignorância, da falta de atenção, do preconceito ou de estereótipos racistas que colocam minorias étnicas em desvantagem.
Este tipo de comportamento impede o acesso adequado da população negra aos bens e serviços públicos, ampliando ainda mais as desigualdades sociais e raciais. A Semur minimiza ações discriminatórias dentro do ambiente público, através de oficinas, palestras e seminários com abordagem sobre o tema. “Dentro do PCRI, nós contamos também com cursos de capacitação voltados a cada um dos órgãos para que, dentro de suas atribuições, possamos garantir um trabalho inclusivo – sem classificação de grupos de seres humanos – que é exatamente o que a cultura racista faz”, observou Ferreira.
FONTE: SECOM