Segundo a presidente do conselho, Belanísia Ribeiro dos Santos, o plano tem como objetivo mapear e articular a rede de organizações – públicas e não-governamentais – que tenham atuação voltada para atendimento ao idoso. Na Bahia, a implantação da metodologia está a cargo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), vencedora de licitação pública para coordenar o projeto no estado.
Presente à reunião, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da Uneb e coordenador do Plantar, José Cláudio Rocha, disse que a proposta é de que o grupo de trabalho do plano funcione como um catalisador e difusor da metodologia. “O grande papel deste plano é aproximar todos os atores envolvidos na defesa dos direitos do idosos”, afirmou o coordenador.
A previsão é de que, até o final do ano, o Plantar já tenha finalizado o mapeamento das instituições atuantes na área do idoso em Salvador. A capital baiana, junto com Camaçari e Lauro de Freitas, integram o projeto-piloto do plano na Bahia.
Para a presidente do CMI, a implementação da metodologia da Secretaria de Direitos Humanos será fundamental para desenvolvimento das políticas dos idosos em Salvador. “Temos avançado na cidade, mas nosso grande desafio é colocar em prática as políticas voltadas para os idosos já garantidas pelo Estatuto do Idoso, criado em 2003”, disse Belanísia.
Ela destaca que os idosos enfrentam todos os dias problemas como a falta de respeito nos transportes públicos, abuso financeiro por parte de familiares, além da violência doméstica. “Nossa proposta no conselho é que o idoso seja agente da defesa dos seus direitos. Eles precisam ser mobilizados para também buscar o cumprimento de todos diretos já assegurados por lei”, enfatizou Belanísia.
Fonte: SECOM