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Embaixadora de Gana visita Observatório Racial no Campo Grande e sobe no trio da Banda Didá

A embaixadora de Gana no Brasil, Abena P. A. Busia, visitou nesta segunda-feira (20) a base do Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra Mulher no Carnaval, localizada no Campo Grande. Durante sua passagem pelo local, ela aproveitou para subir no trio da Banda Didá, que passava pelo circuito Osmar no momento da visita.

 

A embaixadora destacou os laços entre a capital baiana e a África. “Antes de tudo, estou aqui hoje porque sou africana. Todo africano, quando vem ao Brasil, deveria vir a Salvador. Eu vim a Salvador muitas vezes, mas nunca no Carnaval”, disse.

 

A secretária municipal da Reparação (Semur), Ivete Sacramento, ressaltou o caráter especial do encontro. “Foi um momento muito emocionante o encontro da embaixadora de Gana com a Didá, uma banda de mulheres negras, refletindo nosso ritmo e nossas raízes. Para Salvador, é muito importante que mulheres negras embaixadoras estejam presentes. A diáspora nos separou e o mundo agora está nos unindo pelo empoderamento da mulher negra”, afirmou a titular da Semur.

 

A embaixadora de Gana pontuou outros momentos especiais durante sua atual estadia em Salvador. “Tive a experiência de poder ver o Ilê Aiyê, o Olodum e hoje cheguei no exato momento em que a banda Didá estava passando, e a secretária Ivete Sacramento me convidou a participar. Foi o momento perfeito”, disse Abena.

 

Observatório – Ivete Sacramento afirmou que os números sobre a atuação do observatório só deverão ser divulgados no fim do Carnaval, mas apontou que a festa este ano aparenta ter menos “violência explícita”.  

 

“Não dá para dizer que não houve racismo, LGBTfobia ou violência contra a mulher no Carnaval. Mas, neste primeiro momento, nós verificamos que o Carnaval de 2023 está sendo mais tranquilo”, avaliou.

 

A titular da Semur reiterou que, em casos de discriminação racial, LGBTfobia ou violência contra a mulher nos circuitos, qualquer pessoa deve avisar ao policial mais próximo. Se a situação for verificada por algum observador, também é acionada a autoridade policial, já que o observatório não tem poder de polícia.

 

“Quando ocorre algum episódio como esse, a gente entra com uma rede de apoio para verificar se a vítima já foi atendida, porque só quem sofre o racismo sabe as consequências psíquicas, e observa se o encaminhamento policial foi correto”, explicou a secretária.

 

Atuando de forma interdisciplinar e envolvendo diversos órgãos da gestão municipal, com destaque para a Semur e a Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), o observatório atua com agentes distribuídos ao longo dos circuitos da festa. Além da base central, no Campo Grande, há estruturas localizadas na Piedade e Praça Castro Alves, ambas no Centro, e no Barra Center, Clube Espanhol e em Ondina, no Circuito Dodô. 

FONTE: SECOM

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