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Análise de registros fortalece o enfrentamento às violências no Carnaval de Salvador 2026

No contexto do Carnaval de Salvador 2026, o trabalho do Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher tem sido essencial para fortalecer o enfrentamento às violências registradas nos principais circuitos da festa. Nos bastidores da atuação dos observadores em campo, uma equipe técnica exerce um papel estratégico na análise e validação das informações coletadas ao longo da folia.

A equipe responsável pela análise dos registros é composta por cinco analistas e uma supervisora, tendo como principal atribuição avaliar as ocorrências registradas pelos observadores que monitoram casos de racismo, LGBTfobia e violência contra a mulher. Segundo a supervisora da equipe, Sandra Motta, a atuação vai além da simples conferência de dados. “Nós analisamos cada registro, validamos ou não as informações e, quando identificamos alguma inconsistência, entramos em contato com o observador responsável para garantir que o dado esteja correto”, destaca.

Depois dessa etapa, os registros são organizados e convertidos em indicadores que subsidiam a elaboração e o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas à promoção dos direitos humanos. A análise também possibilita compreender de que forma essas violências se manifestam durante o Carnaval e contribui para orientar ações preventivas nas próximas edições da festa.

Além dos registros gerais, a equipe realiza um acompanhamento específico dos observatórios divididos nos eixos especiais para blocos afros e afoxés, além dos espaços com programação para a comunidade LGBTQIAPN+, reconhecendo a relevância desses territórios para a valorização cultural, a inclusão e a garantia de direitos. “Esses dados ajudam a fortalecer políticas que protegem e valorizam esses espaços, que são fundamentais para a identidade e a diversidade do Carnaval de Salvador”, completa Sandra.

De acordo com a diretora de Reparação e Promoção da Igualdade Étnico-Racial, Oilda Rejane, o processo de análise dos dados ocorre de forma contínua ao longo do Carnaval. Segundo ela, as leituras parciais e comparativas realizadas diariamente, inclusive em relação a anos anteriores, permitem identificar padrões, ajustar fluxos de atendimento e orientar providências imediatas junto aos parceiros institucionais. “Ao final da festa, os dados consolidados fundamentam o Relatório Final e subsidiam políticas públicas que vão além do registro das violações, produzindo evidências para o enfrentamento ao racismo, à LGBTfobia e à violência contra a mulher. Muitas ações consolidadas no Carnaval, como os espaços de acolhimento para filhos e filhas de trabalhadores ambulantes, são fruto direto da atuação do Observatório”, ressalta.

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