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Semur promove palestra sobre novo perfil demográfico de Salvador

A convite da Secretaria Municipal da Reparação (Semur) o coordenador de Disseminação de Informação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Joilson Rodrigues, ministrou a palestra Salvador e o Censo 2010. O evento foi realizado no auditório da Secretaria Municipal da Fazenda, Centro, e teve como objetivo conhecer os dados divulgados pelo IBGE que mudaram a ideias até então difundidas sobre a composição da população de origem africana na capital baiana e no estado. 
 
 

 
Como as novas informações poderão embasar o desenvolvimento das políticas públicas e a elaboração de projetos municipais, o público-alvo da palestra foram os técnicos da Semur e representantes de organizações civis de defesa dos direitos da população afro-descendente. 
 
Segundo as informações do IBGE, o Censo 2010 provou que Salvador não é maior cidade de população negra fora da África nem em número relativos (percentualmente) nem em termos absolutos. Em números relativos, a capital baiana é o 154º  município com maior população negra do estado da Bahia. O primeiro colocado deste ranking é Terra Nova. No Brasil, Salvador está em 556º lugar.
 
 
Referência negra
 
Em números absolutos Salvador fica atrás de São Paulo, município com maior população brasileira e Rio de Janeiro. Para Joilson Rodrigues, a crença em Salvador como a principal cidade de população de origem negra do país resulta em grande parte pela identificação de seus habitantes como cultura negra. “Por isso ela, sempre será uma referência para a cultura de origem africana no país”, afirma o coordenador do IBGE.
 
O Censo do IBGE também derrubou a tese de que o bairro da Liberdade concentra a maior população negra da cidade. Na verdade, os números mostraram que o título agora é do bairro do Pernambués. 
 
Na avaliação do secretário da Reparação, Ailton Ferreira, é muito importante conhecer e analisar os dados do IBGE, mesmo que essas informações possam discordar do imaginário da cidade como grande presença negra no Brasil. “Para desenvolver políticas que atendam efetivamente a população, precisamos nos basear em dados estatísticos concretos, mesmo que esses dados nos tirem da nossa situação de conforto”, coloca o secretário.        
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