Com o apoio da Prefeitura Municipal – através das secretarias municipais da Reparação (Semur) e do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad), além do Conselho Municipal da Mulher -, 42 artesãos estarão expondo e vendendo seus produtos até o final da exposição. Nos seis dias da Expobahia, a Prefeitura também desenvolve um cronograma de atividades que inclui a promoção de palestras e oficinas de capacitação. Serão abordados ainda temas transversais como a saúde da mulher. Os estandes podem ser visitados das 16 às 22h.
“O nosso principal objetivo é a geração de renda e o escoamento do material produzido. É abrir uma janela de oportunidades para negócios futuros”, destaca a chefe do setor de Desenvolvimento de Identidade Étnica e Cultural da Semur, Jaqueline Sobral. Ela destaca também que a participação em feiras visa o intercâmbio e a troca de experiências entre os artesãos.
Há 30 anos exercendo o ofício, a artesã Saraí Reis, 52 anos, confecciona roupas e bijuterias com temas afros. Esta é a sua primeira participação na Expobahia e está otimista em realizar novos contatos profissionais. “Feiras grandes como essa são sempre importantes. As minhas peças não são tão comuns e isso desperta a curiosidade do público”, avalia.
Integrante da Associação Rala Coco, formada por marisqueiras de São Tomé de Paripe, a artesã Lícia Maria, 49 anos, conta que suas peças têm atraído clientes de várias regiões do Brasil e até de outros países. “Já tive clientes dos municípios de Simões Filho, Alagoinhas, Mapele, do estado de Minas Gerais e até da cidade de Barcelona, na Espanha”, diz. A matéria-prima utilizada são conchas de moluscos conhecidos como “Rala Coco”. Segundo ela, a parceria com a Prefeitura garantiu um incremento na sua renda mensal de cerca de 30%.
Do total de expositores que participam da Expobahia, 12 fazem parte do Projeto Feira do Empreendedor Afrodescendente, realizado pela Semur. Os demais estão cadastrados na Setad, que contabiliza hoje 395 artesãos em seu banco de dados. “Fazemos um revezamento dos artesãos nos eventos. Eles são escolhidos de acordo com o tipo de evento e de produtos que eles produzem”, explica o coordenador da ação pela Setad, Alexandre Actis, ressaltando que “a Setad está ampliando o cronograma das feiras permanentes que acontecem na praça do Campo Grande e no Imbuí”. A previsão é que os próximos eventos sejam realizados nas duas primeiras semanas do mês de maio.
A expectativa dos organizadores da Expobahia é que cerca de 40 mil pessoas de diversas regiões da Bahia e do Brasil visitem o local nos seis dias de evento. Em sua 12ª edição, a feira reúne criadores e produtores de caprinos e ovinos de todo o Estado. O evento é aberto ao público e o ingresso custa R$ 5 (crianças até 12 anos não pagam).
Fonte: SECOM