A presidente do Conseg-CHS, Mari Rose Kalile, falou sobre o papel social dos Consegs e as ações já desenvolvidas no Centro Histórico da capital baiana. “O primeiro seminário ocorreu em novembro do ano passado e, de lá para cá, muita coisa foi feita, a exemplo da capacitação de alguns profissionais e a abertura de novos cursos, como de camareira e informática. Hoje, no entanto, o nosso foco é o vendedor informal, pois também esta categoria precisará se profissionalizar de modo a aproveitar melhor o momento Copa do Mundo”, disse.
Para isso, uma grande ação de ordenamento, com melhoria na fiscalização, foi iniciada no último mês de outubro pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp). Conforme Milene Vasconcelos, assessora chefe do órgão, a ação passa pela capacitação dos ambulantes, no sentido de torná-los empreendedores individuais. “Salvador conta, atualmente, com 30 mil ambulantes, sendo apenas 12 mil deles cadastrados. É um número enorme para uma capital como a nossa e, por isso, precisaremos separar o joio do trigo, dando maiores oportunidades àqueles que, realmente, querem investir na atividade que desempenham”, afirmou.
A oportunidade vem de uma parceria firmada com o Sebrae-BA, no qual a Sesp realiza o trabalho de ordenamento e licenciamento e o Sebrae participa com a capacitação e linhas de crédito. Outra parceria, esta com a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), garantirá a capacitação dos agentes fiscais do órgão que atuam nas áreas de feiras e mercados e serviços diversos. Os demais servidores ligados à Sesp – guardas municipais, salva-vidas e profissionais da Coordenadoria de Defesa do Consumidor – também participarão da atividade. De acordo com Milene, a capacitação dos profissionais envolve também um estudo de línguas estrangeiras e da legislação brasileira e de outros países.
Nesta terça-feira (29), último dia do seminário, será discutido, dentre outros temas, o projeto de revitalização da Baixa dos Sapateiros e as ações e oportunidades ligadas ao setor turístico.
Expectativas – Com mais de 20 anos de atuação no Centro Histórico, o cabeleireiro Oliver Santos disse estar ansioso diante da reorganização da atividade informal no Pelourinho. “Eu espero que todas essas mudanças venham para melhorar a vida de todos nós, pois também é nosso papel contribuir para a melhoria da cidade. Por isso, considero a capacitação muito importante, pois demonstra o interesse do profissional em atender bem ao seu cliente”, disse.