Edson fez a leitura do evangelho que abordou sobre a tradição cristã do episódio: “a expulsão dos vendilhões do Templo”. Edson destacou a importância dos ensinamentos sagrados para os dias atuais. Também enfatizou a atitude utilitarista na época do Chisto em transformar o sagrado em negócio.
Na cerimônia o Padre reforçou que na casa de oração todos devem prestar reverência. “É preciso tirar as sandálias”, declarou Edson. Para o Padre, o Dia Nacional da Consciência Negra é momento de reflexão das conquistas das ações afirmativas na área social, política, gastronômica etc. na construção de um país melhor.
Na Basílica do Senhor do Bonfim, emocionado o Padre salientou as vidas ceifadas de jovens negros, vítimas da violência na cidade do Salvador. Já na Trezena de Santo Antônio, todos rezaram a celebração eucarística ao tom do Pai Nosso.
Na riqueza arquitetônica do século XVII, o secretário Ailton Ferreira entrou com a imagem do Senhor do Bonfim aos aplausos em respeito ao ícone até o Altar. Ailton Ferreira, à convite do Padre, finalizou com emotividade:” É importante esta celebração. Graças ao movimento negro eu sou secretário. O Dia Nacional da Consciência Negra é um louvor ao heróis da nossa história”.