A SEMUR realizou, no dia 17 de setembro, uma atividade de sensibilização sobre “Racismo e Antirracismo” na Fundação José Silveira, no auditório do Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR). A iniciativa integrou o Programa Selo da Diversidade Étnico-Racial, que incentiva empresas e instituições a adotarem práticas afirmativas e sustentáveis de promoção da igualdade racial.
A atividade foi conduzida por Hanna Santana, Coordenadora de Reparação e Promoção da Igualdade Racial da Secretaria da Reparação, que destacou o impacto das desigualdades raciais no cotidiano da sociedade e ressaltou a responsabilidade das organizações em fortalecer uma cultura institucional antirracista. Segundo ela, a luta contra o racismo precisa ser entendida como uma ação contínua e estratégica, capaz de transformar não apenas as relações de trabalho, mas também o modo como as empresas se posicionam diante da sociedade.
Durante a ocasião, ouvimos alguns colaboradores de diferentes cargos, com o objetivo de entender o significado de iniciativas como essa no ambiente corporativo. Mais do que uma palestra, o encontro foi um espaço de escuta e troca de experiências. Laiane Martins, do setor de Recursos Humanos, afirmou que iniciativas como essa são fundamentais para ampliar a compreensão sobre o racismo estrutural:
“Momentos como esse ajudam a criar um ambiente de trabalho mais inclusivo. Temos um documento institucional que define nossos compromissos, diretrizes e comportamentos que não são mais tolerados no ambiente corporativo, e a construção desse conhecimento é contínua, com apoio da SEMUR.”
Essa fala reforça um ponto central: empresas que recebem o Selo da Diversidade Étnico-Racial assumem o compromisso de manter o debate vivo e atuante dentro das suas equipes, garantindo que o combate ao racismo não seja pontual, mas faça parte da cultura organizacional. O selo não é apenas um reconhecimento, mas um chamado para que gestores e colaboradores se tornem agentes ativos na construção de ambientes diversos e equitativos.
A colaboradora Maria Izabel, que começou como estagiária e hoje completa 12 anos de atuação na Fundação, ressaltou a importância da reflexão coletiva:
“Estar aqui ouvindo e debatendo nos ajuda a enxergar melhor e a pensar em atitudes que podem mudar nossa realidade. Percebi que muitas vezes o preconceito acontece de forma velada, e discutir esses assuntos nos dá ferramentas para agir de forma consciente, transformando não só o ambiente de trabalho, mas também a sociedade ao nosso redor.”
Esse depoimento evidencia como o debate antirracista é capaz de revelar práticas invisibilizadas e oferecer caminhos para atitudes transformadoras. Ao estimular esse olhar crítico, empresas e instituições contribuem para romper padrões de exclusão e fortalecer uma cultura baseada na equidade.
Já Renata Souza, Coordenadora Administrativa da Fundação e também com 12 anos de trajetória na instituição, destacou o papel de cada indivíduo nesse processo:
“Essa sensibilização não é apenas uma palestra, é uma forma de nos conscientizar sobre a importância de cada um assumir o seu papel na luta contra o racismo. A Fundação busca sempre desenvolver ações que promovam inclusão e respeito, e momentos como este nos lembram que precisamos manter o tema presente em todas as nossas práticas diárias.”
Ao promover encontros como esse, a Fundação José Silveira reafirma seu compromisso com a valorização da diversidade e a construção de um ambiente de trabalho inclusivo. A iniciativa fortalece a parceria com a Prefeitura de Salvador e a SEMUR, reforçando a missão de oferecer saúde, educação e cidadania com equidade.
Além de cumprir uma agenda institucional, a ação demonstra que o combate ao racismo deve estar no centro das políticas corporativas, garantindo que cada colaborador reconheça seu papel na promoção da igualdade racial. Afinal, a transformação social só acontece quando as empresas assumem o protagonismo nesse debate e traduzem valores em práticas concretas.





