Culinárias baiana e africana dialogam em encontro gastronômico

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O evento foi aberto pelo secretário municipal da Reparação, Ailton Ferreira, que destacou a importância de divulgar e estimular o uso da culinária africana no mercado gastronômico de Salvador, cidade com quase 80% da população de origem negra. Em seguida, foram abordados temas como a influência da cultura africana na gastronomia brasileira, gastronomia como nicho de mercado e o cotidiano da culinária africana.

 

Durante a tarde, os participantes vivenciaram uma aula prática no Centro do curso de Gastronomia da Unifacs. Um dos pratos foi elaborado pelo angolano Eduardo Carneiro, que preparou um peixe ao óleo de palma, ou o dendê, como é conhecido no Brasil. Na opinião de Carneiro, a diferença entre as culinárias baianas e a de seu país está na forma de preparo e uso de temperos. "Em geral, a comida baiana tem mais temperos, mas chegamos a resultados parecidos, cozinhando de forma mais simples".

 

O guineense Augusto Cardoso cozinhou um frango com caldo mancara (amendoim), e a angolana Celeste Baptista preparou a feijoada à moda de seu país. O evento foi encerrado com a degustação dos pratos. Segundo o coordenador de Articulação e Projetos Especiais da Semur, Leomar Borges, o sucesso do evento já garante sua realização no próximo ano.

 

"Tivemos uma participação acima do esperado. A princípio, abrimos 80 vagas para inscrições, mas devido à procura o número de participantes passou dos 100. O resultado foi muito enriquecedor para a Semur e para a cultura baiana", afirmou. Já a coordenadora do curso de Gastronomia da Unifacs, professora Luísa Talento, enfatizou a oportunidade de troca de experiência entre cozinhas que têm em comum a ancestralidade africana, sob a influência da colonização portuguesa.

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