Salvador sedia Encontro Gastronômico de Países Africanos de Língua Portuguesa

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O coordenador de Articulação de Projetos Especiais da Diversidade, Leomar Borges, destaca que uma importante herança da inserção dos negros no país é a influência da culinária africana na cozinha brasileira. "Os negros chegaram como escravos foram tratados como subumanas, mas trouxeram consigo uma bagagem etnicocultural. As negras eram responsáveis pela alimentação dos senhores brancos e passaram a adaptar sua arte culinária aos ingredientes da colônia que ali dispunham", lembra Borges.

Como na época o fornecimento e da diversidade de alimento eram precários, houve a necessidade dos africanos adaptarem seus conhecimentos culinários com os produtos locais, tendo que improvisar, criar, reinventar a sua arte de cozinhar. Por exemplo, na falta das pimentas que utilizavam na África, aproveitavam o azeite-de-dendê, que já conheciam da sua terra.

Sementes, raízes, folhas, frutas e tudo que pudesse suprir a carência dos alimentos na colônia e nas senzalas passaram a dar um novo sabor na sua arte de cozinhar e assim, na própria cozinha brasileira. "A culinária africana incrementou tanto as culinárias indígena e portuguesa como foi incrementada por ambas, criando assim a cara da culinária afro brasileira", conclui o coordenador da Semur.

Em breve, as inscrições para o encontro estarão à disposição do público nos sites da Semur e das instituições que oferecem cursos de gastronomia.


08/11/2011, Semur

 

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