Mãe Menininha: Sessão Especial

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A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria da Reparação (Semur), propôs homenagem à líder religiosa “Mãe Menininha do Gantois”, na próxima sexta-feira (12), às 18h, no Plenário Cosme de Farias, na Câmara de Salvador. 

A organização solicita que todos compareçam, de preferência, no traje branco.

Mãe Menininha

Filha de Joaquim e Maria da Glória. Descendente de africanos da nação Egbá-Arakê, das terras de Agbeokutá, no sudoeste da Nigéria, Mãe Menininha, como ficou conhecida ao longo de sua vida, era bisneta de negros libertos, especificamente, Maria Júlia da Conceição Nazareth e Francisco Nazareth de Eta.

Iniciada aos 08 meses de idade, para o Orixá Oxum, cumpriu, desde cedo, a determinação das tradições de sua família consangüínea, uma forte representante da religiosidade de matriz africana na Bahia, especificamente do Candomblé do Gantois.

Instituição religiosa de origem ketu, o Candomblé do Gantois historicamente mantém a política do matriarcado, ou seja, prima pela tradição de dirigentes femininas, e de sucessão hereditária de linhagem consangüínea. No processo sucessório, Maria Escolástica da Conceição Nazareth, a Mãe Menininha, foi a quarta yalorixá do templo religioso e dirigiu o Gantois de 1922 a 1986.

Assim, os Poderres Legislativo e Executivo de Salvador agradecem a contribuição civilizatória de Mãe Meniniha na construção da nação brasileira.

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